Quintas, Palácios e Azulejos de Lisboa Ocidental

Condes da Calheta e Viscondes do Botelho

A proliferação de Palácios em Lisboa Ocidental permitiu, desde cedo, um desenvolvimento arquitetónico e decorativo diferenciado da restante cidade. Entre as manchas verdes das quintas sobressaem, muitas vezes, elementos azulejares que decoram e embelezam os arruamentos e alamedas que rodeavam os edifícios transpondo-se, para o interior, uma cenografia vegetalista e de vivência campestre. Desde o século XVII que se decoraram alguns dos interiores destas construções apalaçadas, continuando-se pelo século XVIII até ao XIX, esta mesma tradição, segundo o gosto, os hábitos estéticos e decorativos e a cultura e mentalidade dos encomendadores. Estas observações podem ser vistas no Palácio da Calheta e no Palacete dos Viscondes do Botelho (Casa Nobre de Lázaro Leitão), exemplares únicos de uma vivência em que o património azulejar se interligou, em perfeita armonia, com a arquitetura e sua dimensão social. É no século XIX que vemos proliferar a decoração azulejar no exterior (azulejaria de exterior), podendo-se ver, nos eixos viários de Lisboa Ocidental, magníficos exemplares desta inovação estética que invadiu a cidade, dando-lhe cor, moldando-lhe a paleta cromática até aos dias de hoje.

Visita orientada pelo Prof. Doutor Augusto Moutinho Borges 

 

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