Ilha das Flores e Corvo

Açores

A ilha das Flores é o ponto mais ocidental do Arquipélago dos Açores e do continente europeu, situando-se a cerca de 27,8 km (15 milhas náuticas) do Corvo. Estas duas ilhas compõem o grupo ocidental do arquipélago, o último a ser descoberto, e diferem das restantes ilhas por uma morfologia orientada no sentido norte-sul, e não este-oeste. Além disso, as Flores e o Corvo assentam na parte oriental da placa litosférica americana. As restantes ilhas localizam-se naquilo que se designa por micro-placa dos Açores, na zona de junção das placas litosféricas africana e euro-asiática. A ilha tem uma área de 141 km2 e uma população que ronda os 4.144 habitantes, distribuídos pelos dois principais municípios da ilha, Santa Cruz e Lajes.

A ilha das Flores apresenta um relevo acidentado, com basalto petrificado em rochedos, vastas áreas de pastagens, água em abundância e um denso revestimento vegetal e florido nos seus vales profundos e picos elevados, o que lhe valeu o epíteto de “Suíça dos Açores”. Na bonita paisagem desta ilha encontramos ainda a tranquilidade refrescante das lagoas ladeadas por Hortênsias, as falésias esculpidas por grutas, as fontes termais e restos de antigos vulcões. O nome da ilha é devido a uma grande profusão de flores silvestres, com predomínio para os cubres, na altura da descoberta; presentemente, dominam manchas densas de Hortênsias e espécies de pequeno porte, algumas das quais endémicas.

Em 26 de Maio de 2009, na reunião realizada em Jeju, na Coreia do Sul, a ilha das Flores, juntamente com as ilhas Graciosa e Corvo, foi incluída na Rede de Reservas da Biosfera da UNESCO. O programa visa a preservação da biodiversidade nas vertentes ecológica, social e económica, bem como fomentar a partilha de conhecimentos, a investigação e monitorização, a educação, a formação e a tomada de decisões participativas entre grupos de estudo e as comunidades locais.

Aberta ao presente, a ilha ainda contém elementos que nos fazem reviver tempos passados: sem memória de alguma vez lá terem existido moinhos de vento, este território fértil em nascentes presenteia o visitante com moinhos de água na proximidade de cursos de água cristalinos; de igual modo, o ranger musical de um carro de bois corta o silêncio de um cenário onde as casas brancas empoleiradas nas encostas verdes completam a imagem da ilha como um jardim flutuando no oceano.

Pontos de interesse:

  • A Rocha dos Bordões
  • Águas Quentes
  • Picos de Sete Pés, Burrinha e Morro Alto
  • Sete Lagoas
  • Cascata da Ribeira Grande
  • Gruta dos Enxaréus
  • A Baía da Alagoa.
  • A Fajãzinha
  • Passeio de barco
  • Casa Museu Pimentel de Mesquita
  • Museu das Flores
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
  • Igreja Nossa Senhora de Lourdes
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

A ilha do Corvo está localizada a 27,8 km (15 milhas náuticas) da ilha das Flores. O conjunto das duas ilhas forma o Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. De origem vulcânica, o Corvo é a menor das nove ilhas, com uma área de apenas 17,1 km2 e uma população de aproximadamente 500 habitantes.

Vila Nova do Corvo é o menor município do arquipélago e o único povoado da ilha. A área habitada da ilha é essencialmente formada por uma rua principal e várias travessas muito estreitas e sombrias, por vezes, com menos de 1 metro de largura, as canadas e canadinhas – um imbricado de ruelas irregulares, de pavimentação grosseira com base em seixos rolados e que constituem um conjunto pitoresco e invulgar no contexto do arquipélago. A povoação desenvolveu-se a partir da pequena enseada do Porto da Casa, onde foi construído um cais acostável nos anos 60, sendo o essencial da vida cívica concentrada numa praça amena e acessível, situada no meio da vila, enquanto a igreja, periférica, defronta o mar e parece proteger simbolicamente a ilha dos perigos que possam vir do Atlântico. Duas casas tradicionais foram cuidadosamente recuperadas de forma a albergarem um moderno centro interpretativo cultural e ambiental da ilha, que foi lá instalado em 2007, contendo espaço museológico e galeria para exposições temporárias.

Os vários cones vulcânicos, com lendas que procuram dar sentido ao desconhecido, as casas invulgarmente próximas umas das outras e voltadas para o mar, procurando o aconchego dos vizinhos e a presença reconfortante da ilha das Flores, a vastidão do horizonte, a vida simples e calma de uma pequena comunidade fazem os encantos do Corvo – uma gota minúscula na vastidão do Atlântico.

Pontos de interesse:

  • O Caldeirão
  • Moinhos de vento
  • vários miradouros
  • Passeio de barco

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Próximas Datas:

Sáb, 21 Ago - 06:30

Duração

8 dias e 7 noites

Incluído

7 noites de dormida em turismo rural na ilha das flores,
1 passeio de barco,
caminhadas e visitas referidas no programa,
seguros de acidentes pessoais dos passeios pedestres e de barco.

Preço

450 € por pessoa com alojamento em casa T2 para 4 pessoas
400 € por pessoa com alojamento em casa T6 para 12 pessoas
430 € por pessoa com alojamento em casa T4 para 8 pessoas

Observações

PROGRAMA:

21 de Agosto (Sábado):
06h30m: partida de avião de Lisboa para a ilha das Flores.
10h40m: Chegada á ilha das Flores.
11h15m: partida em carros alugados para a Aldeia da Cuada. Transporte de bagagens em carrinha de 9 lugares.
12h: Check-in no turismo rural Aldeia da Cuada.
13h: Pausa para almoço (farnel) e compras em míni-mercado para quem necessitar.
15h: passeio nos carros alugados pelo Parque Natural das Flores e paragem nos pontos mais importantes.
18h30m: fim do passeio.
20h: Jantar de grupo no restaurante “Pôr do Sol” (opcional).

22 de Agosto (Domingo):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados e passeio pelas lagoas da ilha: Lagoa Negra, Lagoa Branca, Lagoa Comprida, Lagoa Rasa, Lagoa da Lomba, Lagoa Funda e Lagoa Seca.
10h30m: Visita ao Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão.
13h: Pausa para almoço (farnel) em Santa Cruz.
14h: Percurso pedestre da Fazenda de Santa Cruz ao Pico da Sé.
Distância: 10 km; grau de dificuldade médio +. Percurso linear.
O Pico da Sé é uma elevação localizada na freguesia dos Cedros, concelho de Santa Cruz das Flores. Este acidente geológico tem o seu ponto mais elevado a 721 metros de altitude.
Levar farnel, água, botas de caminhada e bastão.
18h: Fim do percurso e transporte em carrinha 9 lugares para a Fazenda de Santa Cruz.
18h30m: Regresso á Aldeia da Cuada nos carros alugados.
20h: Jantar de grupo (opcional).

23 de Agosto (2ª feira):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados até ao Lajedo.
9h30m: Percurso pedestre do Lajedo á Fajã Grande.
Distância: 11,5 km; grau de dificuldade Médio +; Percurso linear.
Levar farnel, água, botas de caminhada e bastão.
Em alternativa pode-se fazer apenas 6 km de percurso, acabando o percurso na Fajãzinha.
12h30m: Pausa para almoço (farnel) na Fajãzinha.
13h: Continuação da caminhada.
15h: Fim do percurso pedestre.
Possibilidade de se tomar banho na zona balnear da Fajã Grande. Trazer fato de banho e toalha.
17h: Transporte em carrinha 9 lugares para o Lajedo.
17h:30m: Regresso á aldeia da Cuada nos carros alugados.
20h: Jantar de grupo (opcional).

24 de Agosto (3ª feira):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados até Santa Cruz das Flores.
10h: Passeio de barco até á ilha do Corvo.
11h: Chegada á ilha do Corvo.
Ida em carrinhas de 9 lugares da Vila do Corvo até ao Caldeirão.
11h30m: Percurso pedestre no Caldeirão.
Distância: 5 km; grau de dificuldade Médio;
13h: Pausa para almoço (farnel) no Caldeirão.
13h30m: Continuação do percurso pedestre
14h30m: Regresso a pé até ao cais da Vila do Corvo.
Distância: 8 km; grau de dificuldade Médio;
17h: Regresso de barco para a ilha das Flores.
18h: Chegada a Santa Cruz das Flores e regresso nos carros alugados para a Aldeia da Cuada.
20h: Jantar de grupo (opcional).


25 de Agosto (4ª feira):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados até á Lajes das Flores.
9h45m: Percurso pedestre na Fajã de Lopo Vaz.
Distância: 4 km; grau de dificuldade Médio; Percurso linear.
Levar farnel, água, botas de caminhada e bastão.
12h: Fim do percurso.
12h30m: Ida de carro até Lajes das flores.
13h: Pausa para almoço (farnel) nas Lajes das Flores.
14h: Partida nos carros alugados da Lajes das Flores para Santa Cruz das Flores.
14h30m: Visita ao Museu das Flores.
15h30m: Partida de Santa Cruz para Ponta Ruiva nos carros alugados.
16h: Percurso pedestre no nordeste da ilha das Flores (Ponta Ruiva – Cedros – Baia da Alagoa).
Distância: 6 km; Grau de dificuldade Médio; Percurso linear.
Levar farnel, água, botas de caminhada e bastão.
18h: Fim do percurso e transporte em carrinha 9 lugares para Ponta Ruiva.
18h30m: Regresso nos carros alugados para a aldeia da Cuada.
20h: Jantar de grupo (opcional).

26 de Agosto (5ª feira):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Percurso pedestre á volta da Aldeia da Cuada.
Distância: 4 km; grau de dificuldade Médio -; Percurso circular.
10h30m: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados até ao miradouro das lagoas.
11h: Percurso pedestre do miradouro das Lagoas até á Fajã Grande.
Distância: 7 km; grau de dificuldade Médio +. Percurso linear.
14h30m: Fim de percurso e almoço. Há a possibilidade de se poder almoçar em restaurante na Fajã Grande e de se poder tomar banho na zona balnear ou no Poço do Bacalhau.
16h: transporte em carrinha de 9 lugares de regresso ao miradouro das Lagoas.
17h: Visita á Alagoinha.
Local de extrema beleza natural, um sítio quase virgem onde o sossego impera. É também conhecido como Lagoa das Patas porque, durante a migração dos patos bravos, estes permanecem dias nesta lagoa.
18h30m: Regresso á aldeia Cuada nos carros alugados.
20h: Jantar de grupo (opcional).

27 de Agosto (6ª feira):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
9h: Saída da aldeia da Cuada nos carros alugados até ao Farol de Albernaz.
10h: Percurso pedestre até á Fajã Grande.
Distância: 10 km; grau de dificuldade Médio +. Levar farnel, água, botas de caminhada e bastão.
14h: Fim de percurso e descanso na zona balnear da Fajã Grande. Possibilidade de se tomar banho e almoçar em restaurante.
16h: Regresso em carrinha de 9 lugares para o Farol de Albernaz.
17h: Regresso nos carros alugados para a aldeia da Cuada.
20h: Jantar de grupo no restaurante da Aldeia da Cuada (opcional).

28 de Agosto (Sábado):
8h: Pequeno-almoço na aldeia da Cuada.
Check-out da aldeia da Cuada, tempo livre e partida para o aeroporto em Santa Cruz das Flores.
Transporte de bagagens em carrinha de 9 lugares.

Alojamento em turismo rural na Aldeia da Cuada

Conselhos:
- Uso de calçado confortável e com boa aderência aos solos, próprio para caminhadas;
- Trazer bastão de caminhada;
- Uso de vestuário adequado ao tempo (4 estações);
- Alimentação: trazer farnel e água para os almoços;
- Não se afastar do grupo;
- Deixar o lixo nos locais apropriados;
- Respeitar a vida selvagem e não perturbar a tranquilidade local;
- Respeitar a propriedade privada e os campos cultivados;
- Trazer fato de banho;
- Trazer chapéu e protector solar.

NÃO INCLUÍDO
Os preços não incluem os voos de avião, aluguer de carro, gasolina e alimentação.
O pequeno almoço não está incluído. Pode ser confeccionado nas casas ou tomado no bar da aldeia por 8 € em regime de bufete.
A reserva do voo deverá ser feita pelos participantes.
A data de chegada ás Flores será a 21 de Agosto e o regresso dia 28 de Agosto de 2021.